quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

NOITES INSONES


 

Acontece às três da manhã

de forças estranhas do mal

nas trevas se manifestarem?

Ligo não! Poetas se despem

de lamúrias, encaram acintes,

autodesafios e se enredam

no pertencimento da noite.

Não há mornidão que eu aceite

quando pressinto a poesia

neste meu ciclo biológico

atípico e desregulado.

O cheiro orvalhado espalhado

e o silêncio velado, me sustentam

e ressuscitam a leveza

que minha alma clama.

A rede antes da luz me divisa.

Desfadigada derramo o poema.

Um suspiro redentor

e me integro à aurora.

Vivificada e salva!


(O que eu busco nas madrugadas não se explica)


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