Na
luz do ocaso retenho
do dia
o resquício
das
indagações contidas
das
mudezes compelidas
do tanto
desperdício.
No
corpo mantenho
retalhos
de cores
fragmentos
de dores
acúmulo
de pudores.
Reservamos
para quando
a vida
que urge, as sentenças
nas incertezas
do tempo
impedindo
presenças
impelindo
ao lamento?
Armazeno,
reciclo tudo cultuando.
Aguardo
as manhãs luzidias
que
raiarão imperiosas e intensas
por
sobre todas as coisas.
Acato
desejos fugidios
preencho
pensares vazios
abraço
rumores vadios.
Largo-me
sem rumo aos ciclos,
na mescla
da noite os estímulos.
Confundem-se
céleres
e
misturam-se em simetria
embriaguez
e cárceres,
em leveza
e dismetria,
na ânsia
e complacência,
no torpor
e veemência
em revolta
e aceitação
em animo
e confusão.
Invade-me
a luminescência.
Cumpro-me
acolhimento
consinto-me
sementeira,
escora,
farol, avivamento.
adubo,
vindima, alimento.
Reúso o que sorrateira
recolho
do que concede.
Diluo
em poesia a essência
o que
da luz de todos excede.

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