Não
vás ainda, espera.
contrariamos
no tempo
o
que sabíamos e ainda era
redentor,
somente um abraço
tímido
mas de acalento
que
na memória refaço.
Não
vás ainda, espera.
Há
palavras que calei.
E
por mais que sofrera
agoniada
pela sorte
adiei,
paralisei, congelei
perdi-me
do possível norte.
Nada
prevemos de depois.
Ficou
uma lágrima disfarçada
e na
gaveta, cartas de nós dois
de
esperança, perdão, de amor
junto
a uma foto amarelada
enquanto
não havia temor.
Não
vás ainda, espera.
Não
esgotei em mim a poesia
que
provocas e nem supera
outro
fervor que não seja
descartado
como heresia
do
que em mim enseja.
Ignoramos.
Sem nos dar conta
da nossa
efemeridade tão vã.
Esperávamos
essa afronta?
Deixamos
ao acaso no tempo,
confiamos
perdurar no amanhã
o que
nos revelou o momento.
Tantos
amores sepultados
antes
da hora, não vividos
e forçosamente
abortados
enlouquecem,
aprisionam.
Da calidez
do coração despidos
convertem-se
em dor, estagnam.
Só vestígios
pairarão no limbo
engrossando
a estatística na lista.
Como
notícia de tudo que é findo.
Faces
sem alma anunciadas
sem dó,
mais uma história fatalista
daqueles
de despedidas negadas












