De pedra
bruta
áspera
do grotesco
rodeada
também
de areia,
conchas,
preciosidades
abandonadas,
amalgamadas.
Recolhi
restos,
detritos
calcificados,
triturados.
Condensei,
unifiquei,
macerei,
misturei
à
chuva
de
palavras.
No
abrandamento
das
metáforas
intercaladas,
ergui
minha arte
sem perder
o estado
de pedra.
Nela
ainda jazia a poesia.
Implodi
nas noites.
Pari
poeira de cristal
e espalhei
ao vento.
Mosaico
nas nuvens.
Hoje
me encontro puérpera.
Liberta.

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